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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Meus títulos favoritos

(DevianArt)

Os títulos são uma parte importante de um livro. É ele quem chama a sua atenção e faz com que você se interesse, ou não, pela obra. Claro que, também existem aqueles títulos enganosos, que são lindos e tal, mas a história não tem nada a ver com o que você pensou.

Então, hoje, resolvi fazer um top 5 dos títulos que eu mais gostei, (não significando necessariamente que gostei do livro) em ordem alfabética. Vamos conferir?


(imagem de arquivo pessoal)
(imagem de arquivo pessoal)
(imagem de arquivo pessoal)
(imagem de arquivo pessoal)
(imagem de arquivo)
Já coloquei aqui no blog um trechinho de Coração de tinta, que você pode conferir clicando aqui. Também já fiz uma pequena resenha de É proibido comer a grama, você pode lê-la clicando aqui. Infelizmente vou ficar devendo posts do restante dos livros. Espero que tenham gostado.

#Flora

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Coração de tinta, Cornelia Funke

(Skoob)

"O livro que ela começara a ler estava debaixo do travesseiro. Cutucava o ouvido dela com a ponta da capa, como se quisesse chamá-la de volta para suas páginas. "Oh, deve ser mesmo muito confortável dormir com uma coisa dura e pontuda debaixo da cabeça", dissera seu pai na primeira vez em que encontrara um volume sob o travesseiro dela. "Confesse, à noite ele sussurra histórias no seu ouvido." " Às vezes, sim!", respondera Meggie. "Mas só funciona com crianças." Em troca, Mo lhe dera um beliscão no nariz. Mo. Meggie nunca chamara o pai de outra maneira.

Naquela noite, em que tanta coisa começou e tanta coisa mudou para sempre, um dos livros favoritos de Meggie estava debaixo de seu travesseiro. Como a chuva não a deixava dormir, ela se sentou, esfregou os olhos e pegou o livro. As páginas farfalharam cheias de promessas quando ela o abriu. Meggie achava que esses primeiros sussurros soavam de maneira diferente em cada livro, conforme ela soubesse ou não o que ele lhe contaria. Mas agora era preciso providenciar luz. Havia uma caixa de  fósforos escondida na gaveta do criado-mudo. Mo a proibira de acender velas à noite. Ele não gostava de fogo. "O fogo devora os livros", ele sempre dizia, mas afinal de contas ela tinha doze anos e podia muito bem tomar conta de algumas chamas. Meggie  adorava ler à luz de velas. Ela havia posto três pequenas lanternas e três castiçais no batente da janela. E estava justamente encostando o palito de fósforo aceso num dos pavios já queimados quando ouviu passos lá fora. Assustada, Meggie apagou o fogo com um sopro - ela ainda lembrava nitidamente depois de muitos anos -, ajoelhou-se em frente à janela molhada pela chuva e olhou para fora. Foi então que ela o viu.

[...]"

#Flora

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